janeiro 15, 2017

por vezes



rudimentar

a asa fugaz, a memória no rude corpo
que como o mecanismo de relógio
falha


[por vezes,
o mais das vezes

incapaz.]

- é no corpo, cisco e poalha

que o rio se atormenta devagar,
nuvem presa num mínimo de ar.

é vago, é vaga,
nada

a rua que nos atravessa a direito
no mundo,

é estrada repleta,
agora

escura e esconsa,
daqui a nada

rudimentar, finita, nada
ou quase nada

até porque
em rigor,
por necessidade

depressa nos esquecemos uns dos outros.


Março 2015, 04

janeiro 14, 2017

Recensão de "Seiva" na Revista InComunidade (Jan. 2017)





Com que gratidão partilho com "os meus" a recensão de "Seiva" na mais recente edição da revista Revista InComunidade - Espaço de debate, por Alice M. Campos. da qual deixo um pequeno excerto:

«Há quem diga que para ser poético tem de ser melódico ou musical, que o verso tem de sugerir a canção da chuva, o vento frio, ou então uma perda, um amor descalço, a separação. A lista de ingredientes necessários à poesia é extensa e no entanto cabe em tão pouco: “das sete chaves de um corpo que já foi intacto”, “este meu corpo apeadeiro, pássaro passageiro”, dando sinais de alarme para uma realidade: “alguns nomes são emergências na pedra sólida”» 

Toda a recensão em: