janeiro 15, 2017

por vezes



rudimentar

a asa fugaz, a memória no rude corpo
que como o mecanismo de relógio
falha


[por vezes,
o mais das vezes

incapaz.]

- é no corpo, cisco e poalha

que o rio se atormenta devagar,
nuvem presa num mínimo de ar.

é vago, é vaga,
nada

a rua que nos atravessa a direito
no mundo,

é estrada repleta,
agora

escura e esconsa,
daqui a nada

rudimentar, finita, nada
ou quase nada

até porque
em rigor,
por necessidade

depressa nos esquecemos uns dos outros.


Março 2015, 04

2 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lindíssimo poema! e como "depressa nos esquecemos uns dos outros", passo para um abraço!

LuísM Castanheira disse...

belíssimo poema...
e tudo pode falhar.

[..."é vago, é vaga,
nada

a rua que nos atravessa a direito
no mundo,"...]
Um forte abraço