outubro 18, 2016

do corpo, da palavra


[Essa a luz, a estrela que se incendeia no dia por horas e horas; essa a luz que se faz poema erguido do chão, que nos refaz; essa a centelha de poema

é-me essencial,

o cada átomo (grão de poeira de universo que me leva e traz e me detém ao caminhar), o cada verso, o primeiro sinal da manhã que não me enjeita ao mundo: da palavra que se faz de mim, do cada sinal (antes fosse a estrela uma fogueira no espaço!), da palavra que se deposita no rio ainda fraco caudal, e que me desmonta, peça a peça

do corpo, da palavra

que me lavra terra inóspita e no entanto me refaz, é-me essencial.

Há um pouco de estrela, há um lugar no espaço,
não foi ainda aqui que me perdi...]


Outubro 2016, 07

pequenos nadas [1] – variação sobre comentário 24.05.2012, a “dessa dor de te saber assim”, de Adriana Godoy

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1 comentário:

isolano disse...

Parabéns pela seiva poética.
Belíssimas palavras que tenho acompanhado com muito interesse.