outubro 28, 2016

11 Outubro



 


No teu livro nasciam ruas claras (quantas cidades inteiras dum astro apenas?), corpos diurnos de pedras cujo nome não se diz

nem se sabe,  e no entanto

nos versos, nelas, nas cidades do corpo, nas pequenas fracções de luz,

no detalhe da tinta do verso, no pó que regressará ao pó do corpo, na cinza da manhã clara que nos deixaste construída na árvore, na raiz da palavra, tudo intacto permanece: apesar da noite e dia

na linha das fronteiras, permanece o teu poema.  


2013
04-365

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