fevereiro 27, 2015

arde na casa o pássaro preciso



é cedo – ou não,
não é cedo

arde na casa
um fogo fátuo, um pássaro preciso
e diurno – deixa-o

fica sereno e escuta, deixa-o
riscar
nas paredes, nas roupas baças, nos livros
esse corpo áspero e luzeiro, esse lume
passante

que arde na casa
devagar.  Esse pássaro é concreto
e preciso, deixa-o

[ao certo, não sei quantas as sombras
nem quantas as casas em chamas, desertas
que se escondem entre os espinhos
da mão. É em vão
se] ao certo

não sei se é cedo
ou não. É luz, é fóssil
é corpo arremessado?
Existe? Que importa? – Onde passa

arde decisivo no tempo da casa
no evo brilho diurno, no fogo devagar
o pássaro preciso,

deixa-o 



Fevereiro 2015, 27

3 comentários:

Primeira Pessoa disse...

o pássaro preciso (e necessário) voa.

abraços, Leo.

R.

POETA CIGANO disse...

Caro amigo Poeta !!!!!!

Passando por aqui para deixar o meu,
Abraço e carinho e, ao mesmo tempo,
Deleitar-me com a beleza de seu Blog e Conteúdos. Perdoa-me a demora na visita, Tenho estado muito atarefado, inclusive, Até pensei em deixar meu Blog um pouco De lado por essa falta de tempo. Tenho Cerca de 1.400 amigos, e não seria justo, Deixá-los de visitar. Vou tentar equacionar,
Isso até onde puder. Perdoa-me.
Também, vim desejar-lhe um lindo dia e, Maravilhosa semana, Com muita paz, amor e,Felicidade em seu coração. É o que lhe desejo!

Beijos de luz !!!!!!!!

POETA CIGANO – 02/03/2015

http://centelhaspoeticas.blogspot.com

“Meus Sonhos e Devaneios Poéticos”




Obs: Se ainda não pegou, no lado direito Do meu Blogue, no “Presentes para os amigos”, Tem um mimo para seu belíssimo Blogue. “ESTE BLOGUE VALE OURO”. Basta Copiá-lo (Capturá-lo) para seus arquivos ,Salvá-lo e colá-lo em seu Blogue. Você é um amigo especial e me sentiria honrado

Eleonora Marino Duarte disse...

barqueiro,

«o pássaro preciso,

deixa-o»

.....

todo o poema, mas principalmente ali, um grande suspiro eu dei.

beijos, poeta