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I
já o risco é transparente,
e como tal, reclama
os vagos mares salgados,
[dois ou três por cada corpo dormente]
onde feitos nuvem
de bandos de pássaros sépia
em abstracto céu azulado
só rasgo, rasto dum voo decente,
desengonçado, ou até mesmo fútil
[e que assim seja!]
no risco imaginário do astro fóssil
guardado nas sete chaves do peito
já risco do risco de cá de dentro e
II
fosse seixo, extensa a raiz ao céu, e
tanto infinito até podia ser absurdo,
tantas distâncias, ponto por ponto, quase ausências,
foram
e no entanto, o que existe e aproxima
parece pronúncia da imensidão, um país
chamado chão.
Dezembro 7, 2011
[imagem: reprodução duma foto minha, de 2008]
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7 comentários, postais, notas ou impressões:
Ausência que de constante,
fica abstrato corpo, tão presente.
Imensa. Confunde-se com as nuvens, mistura-se aos tons do céu, vira estrela, mar, risco no horizonte.
Infinito.
Nem ausência é mais.
A imagem é linda, etérea, do jeito que gosto e fiquei aqui matutando: é uma pintura do Leonardo?
Abraço "imenso" daqui!
Marlene
Tanto infinito causa vertigem :)
a poesia preenche tão bem as ausências...
Beijinho com admiração!
Quando se voa não há ausências
BELLECIMO! AMIGO!
UN ABRAZO ENORME
LIDIA-LA ESCRIBA-AUTORA
BLOG ACTUALIZADO
Gosto tanto de nuvens no céu, mas reconheço o enorme valor da sombra que trazem para o nosso chão.
Os seus poemas me emocionam tanto. Me melancolizam em um bom sentido.
beijoss :)
Belo, Leonardo!
A ausência é quase sempre a forma mais perfeita da presença sem forma, em sépia, out of Chronos.
O infinito se faz presente porque não o alcançamos. Será?
Beijos
Mirze
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