julho 31, 2010

Este dia, bem como a sua majorante

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Este dia, bem como a sua majorante
Acaba na linha do mar, no meu horizonte,
Na recordação da lua em quarto crescente.

Eu e o meu coração anarquista, neste dia,
(supostamente feito de ar), dançam na chama decadente
Que se acendeu faz muito, na minh’alma errante.

A frenética ansiedade, que tudo possui
O mais, não saber o que vagamente transmite
(interroga)
De que é feito o ar, o nocturno onde flutuavas’

Quebrada a esperança, a tua palavra que tudo dilui,
(diz-se que o sol é uma sombra e a chama, o zénite!)
O que é o agora,
Se o antes era aqui mesmo
Onde estavas?


Ricardo S.
30 de Abril/ 03 de Maio (1992?)
(composição para A Criança Inacabada)

|imagem: reprodução de Thirty Moon (Months), Lam Tung-pang|
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9 comentários:

Erica Ferro disse...

O instante é já, tão já, que já passou.

Um abraço.

Mirze Souza disse...

Leonardo!

Que lindo canto poético!

"O que é o agora, se o antes era aqui mesmo...onde estavas?"

Há uma desconstrução que se desloca verdadeiramente para alinha do mar, e do horizonte.

Belíssimo!

Um forte abraço!

Mirze

Canto da Boca disse...

O Barca está muito bonito!
O poema me deu uma sensação de efêmero, de uma fragilidade tal uma bolha de sabão...

João Nunes Junior disse...

Belas palavras...

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog Teatro da Vida. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

manuel marques disse...

Talvez um dia seja bom relembrar este dia

cris belier disse...

Sabe o que é bom... depois de descobrir a resposta pro seu último questionamento?
Que outras perguntas virão mas o momento
as tornam irrelevantes! Adorei o espaço... ainda bem que na barca tinha espaço pra mais uma rs...
Beijo!
Carpe diem.

Lara Amaral disse...

Nem a luz que vemos da estrela que brilha é de agora...

Marcelo Novaes disse...

Leonardo,


Ah! Eis a dicção de Ricardo S. Luzes preenchem lacunas, meu caro. "Ausências significativas" pedem por "objetos significativos".





Abração.